Cumprimentaram-se timidamente e, de repente, seus corpos juntaram-se, tocando-se suavemente, mas com rapidez e força dignas do seu amor. Não se importaram com quaisquer possíveis testemunhas. Quem importava eram os dois. Era um abraço sincero entre duas pessoas que se amam.
Aquele abraço era a vitória após nove meses de luta; a realização de nove meses de sonho; a realidade depois de nove meses de esperança; a compensação por nove meses de sofrimento, mas, também, o ápice de nove meses de felicidade. Um abraço que determinou dois destinos, interligando-os.
Se antes havia algum resquício de dúvida, agora tinham sua certeza. Se antes havia separação, agora tinham sua união. Se antes algo não fazia sentido, agora tudo tinha significado. Se antes havia a distância, agora tinham a proximidade. Se antes havia hesitação, agora havia a segurança. Se antes havia algum medo, agora só existia a coragem. Agora só existia o amor.
O momento, que pareceu eterno, passou e o abraço se desfez. Afastaram-se levemente, mas, no fundo, sabiam que nunca mais ficariam realmente separados. Sua ligação seria ainda mais forte que qualquer distância, que qualquer dificuldade. Estavam juntos e era isso que importava. Se, quando separados, conseguiram ter forças com poucas vacilações, juntos, agora, podiam tudo.
A partir daquele momento, eram um só.
Texto dedicado ao meu amor, Carol. Amo-te para sempre.
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